segunda-feira, 28 de maio de 2012

Press Release

Corsage editam "Música Bipolar Portuguesa" dia 18 de Junho Ao terceiro disco, os Corsage deixam para trás o inglês e optam pela língua materna. Com a entrada de Nuno Castêdo (ex More República Masónica e actual Pop Dell'Arte) para a bateria, o som da banda tornou-se mais consistente e dançável. São onze canções gravadas entre Maio e Julho de 2011 por Hélder Nélson (Dead Combo, etc.), e misturadas por Eduardo Vinhas (Golden Pony Studios). A masterização do disco foi feita nos Estúdios da Valentim de Carvalho. "Música Bipolar Portuguesa" mantém o foco nas canções, em continuidade com o anterior trabalho dos Corsage, adicionando-lhes elementos sonoros novos, nunca antes explorados pela banda (texturas electrónicas, muralhas de guitarras, ‘layers’ de vozes e ritmos kraut). É um disco com muitas camadas sonoras, cujo processo de gravação foi inspirado pelas técnicas de Phil Spector, com espaço para pormenores que teimam em se esconder mas que acabam por ser apanhados ao fim de algumas audições. As letras foram beber a Mário de Sá Carneiro, Mário Henrique-Leiria, Mário Viegas, Jodorowsky, Gorge Orwell, Martin Amis, entre outros, e colaram-se à Puerta del Sol em Madrid, ou ao Dantas de Almada Negreiros. Há sempre um antagonismo presente em todo o disco, reforçado pela ideia de bipolaridade nas acções e nas palavras - País pobre, País Rico, Manifestação Hipermercado, Anti-capitalista filma com Iphone, Boné Camuflado óculos Ray Ban. É um disco que se foca na educação e consciência colectiva como alicerce de mudança, retratando o país com sentido de humor e com humor sentido. A capa de "Música Bipolar Portuguesa" foi idealizada por Henrique Amoroso e desenhada e executada por Amores de Tóquio. O single e respectivo vídeo "Adeus Europa" já estão disponíveis nas plataformas digitais e já pode ser escutado na rádio. O Concerto de Apresentação do Disco será no dia 14 de Junho no Music Box, em Lisboa, seguindo-se algumas datas. A presença no programa Planeta Música da RTP será exibida dia 9 de Junho. Fica aqui o alinhamento: 1-Café Leopardo - (4:12) 2-Nietzche Sushi Fashion Victim - (3:40) 3-Menina de Lisboa - (3:08) 4-Laissez Tomber - (3:24) 5-Joana é Autista - (3:39) 6-Chuva no meu Verão - (3:34) 7-Dança do Não-Cumprimento - (2:37) 8-Úterotopia - (4:07) 9-Adeus Europa - (3:52) 10-Ondas Pele de Elefante - (3:01) 11-Miniver - (5:33) A banda é composta por: Henrique Amoroso – Voz Carlos António Santos – Teclados Nuno Damião – Guitarras eléctrica e acústica Pedro Temporão – Baixo Nuno Castêdo – Bateria Selma Uamusse (Wraygunn, etc) participou nas canções 3. 4 e 10. O disco estará à venda a partir do dia 18 de Junho.

MBP - crítica Blog Santos da Casa

Ao terceiro disco os Corsage armam-se em ginastas e dão uma pirueta seguida de cambalhota. Se este movimento não estiver bem treinado o atleta pode correr o risco de provocar uma lesão grave. Quando se mete este disco a tocar e se olha para a capa, tudo nos parece estranho à partida. A capa idealizada pelo senhor da voz, Henrique Amoroso, é uma metáfora gigante sobre o actual estado do país. Portugal é um colete de forças que nos estrangula. Graficamente primeiro estranha-se e depois entranha-se. O nome do grupo e do disco só aparecem no verso e na lombada. Mas a maior reviravolta dá-se a nível musical. A banda está mais rock e abandona o inglês. Escolhem agora para cantar a língua pátria. Custa, dizer logo de caras que valeu a pena esta mudança. É necessário escutar mais vezes o disco. E é isso que fazemos. Desde logo nos deparamos com uma outra forma de captar, produzir e masterizar os temas. O som está mais compacto. Assim sendo não se destacam instrumentos. O mesmo acontece com a voz, que maioria do tempo está vestida por esta densa camada de som, sendo que o único senão da coisa seja o facto de nos obrigar a elevar o som da aparelhagem para se tentarem captar as belas palavras escritas por Henrique Amoroso. Mas à sempre uma ou outra que nos escapa. Foi de certeza opção da banda registar a sua musica assim. Outro risco que correm, no meio de mais alguns. Para vos ser sincero não desgosto, se bem que seja mais adepto de uma voz mais límpida. Quanto à construção musical, de referir que continuam aqui vincadas algumas das influências da banda, com o blues à cabeça. Só que tudo tocado de uma forma mais rasgada e acelerada. Nota-se também mais vincada neste disco a paixão que nutrem por uns Divine Comedy. Numa época em que o lowfy volta a estar na moda, os Corsage, sem nos darem um disco demasiado sujo, enveredam por um caminho que até agora lhes estava distante. Assumem o risco sem medo. Desafiam os fieis seguidores. A ver vamos nos próximos tempos se valeu a pena esta mudança. Uma coisa é certa, devemos aplaudir de pé gente que tem tomates para lançar discos em formato físico e ao mesmo tempo dar um passo de gigante na sua carreira. Este “Música Bipolar Portuguesa” é um disco coerente e frontal. De difícil digestão. Contudo não provoca azia. E a cada nova audição se descobrem novos caminhos ainda por calcorrear. E se este disco tem musicas que nos ficam na cabeça, caso do single “Adeus Europa”, então é porque os Corsage continuam a ser senhores de um talento que não se perde por mais voltas que a vida dê. Nuno Ávila

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ciao

<a href="http://corsage.bandcamp.com/track/ciao-amore-mio">Ciao Amore Mio by corsage</a>

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Entrevista em 2008 para o blog Vespa Gang Mod Club

Corsage; como uma canção.

Os Corsage fazem uma música com um travo ligeiramente retro mas que no entanto soa actual. Os Corsage fazem canções muito bonitas, nos instrumentos e nas vozes. Falei com alguns deles, o Pedro Temporão, o Henrique Amororo e a Sanja Chakarun no bar de jazz As Catacumbas no Bairro Alto. Era para o encontro ter sido no Lgare, o mod spot do Bairro mas o cenário também agradava e até inaugurou-se a sala de fumo.

O vosso som e conceito é pop assumido?
Pedro - A nossa música não é pop assumido, podia chamar-lhe uma fusão, só que a palavra fusão pode soar ás vezes um bocado má porque normalmente é sempre uma junção de estilos um bocado foleiros. Mas acaba por ser uma fusão de vários estilos mas sempre com uma tendência de formato canção.

Mas achas que faz falta boa pop hoje em dia? Pop de qualidade? Como a pop alternativa dos anos 80?
Pedro – Bem, eu não sou nenhum puto, ainda hoje a música pop me satisfaz...tu ao fim de tantos anos ainda consegues ouvir a música dos Smiths. A música pop faz sempre sentido, sempre fez, e nós queremos apostar nisso.

Vocês têm alguma década de referência...
Pedro – Como temos idades diferentes...vai sempre desde os anos 60 até hoje. Eu consigo ligar as décadas todas, o que me interessa de 60´s é quase identico ao que me interessa de 80´s, os 90´s das décadas acho que é a pior de todas, mas é a década deles por isso é problemático eu estar a falar disto, mas o que me interessa de 90´s é o que vêm de 80´s. O trip hop foi um pouco interessante....

Aquele vosso video que está no youtube têm uma estética um pouco oitentas.... É propositado?
Pedro – Foi por acaso.
Henrique – Os recursos não davam para mais.

Do EP editado para as novas músicas existem diferenças?
Henrique – Há uma grande diferença em termos estéticos, bem, nós apostamos no formato canção acima de tudo, portanto tem que partir sempre de uma boa canção para depois podermos estar à vontade para brincar ou para nos sentirmos confortáveis, é que somos uma banda muito eclética, temos alguma riqueza em termos de influências, algum bom gosto pessoal na minha óptica que nos permite estar um pouco à vontade e dar esse salto do EP para agora. Acho que foi um salto qualitativo muito grande.

Além do EP não editaram mais nada?
Henrique – Já participamos numa colectânea de tributo a um autor americano, o Scott Walker e participamos na colectânea de novo rock português pela Chiado Records.
Para o futuro álbum gravamos dezassete músicas, dessas falta negociar quais estarão no alinhamento final do disco ou não. São canções muito diferentes umas das outras mas com o tal ponto comum que é o formato canção. Mas estamos sempre em permanente evolução.

Pedro, já estiveste em várias bandas...
Pedro – Eu e o Carlos, que é curioso pois em todas as bandas em que toquei ele tocou também, desde uma banda dos oitentas com influência do pós punk, os Actvs Tragicvs, depois os Cello, mais electrónico, e os Raindogs, uma coisa mais Tindersticks, Nick Cave...

E Corsage? É um nome muito bonito, com um duplo sentido, de onde veio a ideia?
Pedro– Corsage foi o Henrique que sacou.
Henrique – É uma peça de vestuário feminino, o que por si só é uma estética um pouco pop e depois também pensei na abreviatura da era dos corsários, corsários age, que reflecte um bocado o estado social e politico em que vivemos.

Falando nessa questão social vocês tocaram a seguir ao Maxime na Crew Hassan a propósito do movimento Porta 65 fechada. Existe alguma preocupação social na vossa música?
Henrique – Claro, é impossivel ficares indiferente ás questões sociais pelas quais reges a tua vida, mas não é uma banda politica, é uma banda social, não social democrata entenda-se...

Eles tocam dia 5 de Abril no Bacalhoeiro com direito a DJ set dos próprios e do José dos Partners in Crime. O Gang vai lá estar. Enquanto não chega o dia podem ir ao myspace dar uma “ouvidela”. aqui